sexta-feira, 8 de setembro de 2017

OS FILHOS DE EDMUNDO DOS SANTOS ABREU (1885-1963) E PALMIRA VIEIRA DA SILVA (1887-1963)

Ele é filho de Ricardo dos Santos Abreu Filho e de Joana Corrêa da Silva. Ela é filha de Euzébio Cardoso da Silva e Constância Vieira de Aguiar.

F.1-JOANA DOS SANTOS ABREU (1909-1938) cc. LÍDIO GUIMARÃES (1912-1985)
Ele é filho de João de Deus Guimarães e de Benevenuta da Silva Goulart. Lídio, viúvo, casou com Gedi Abreu Goulart (1931-2011), filha de Américo José Goulart e de Fermina Abreu Goulart.


F.2-RICARDO DOS SANTOS ABREU NETO (1910) cc. CLARICE OLIVEIRA

F.3-EUZÉBIO DOS SANTOS ABREU (1912-1984) cc. GENI VIEIRA GOULART (1917-1998)
Ela é filha de Luiz Vieira da Silva e de Lídia Vieira Goulart.


F.4-ADOLFO DOS SANTOS ABREU (1916-1978) cc. MARIA AMBROSINA FRAGA
Ela é filha de José da Silveira Fraga e de Virgínia Marques de Fraga.

F.5-CONSTÂNCIA (1917-1942)

F.6-MANOELA DE ABREU (1919-1941) cc. ALMIRO CARDOSO
Ele é filho de Feliciano Cardoso da Silva e de Alexandrina Corrêa da Silva.


F.7-MARIA EMÍLIA DE ABREU (1920-1921)

F.8-OSVALDO DOS SANTOS ABREU (1921) cc. MARIETA FRAGA
Ela é filha de José da Silveira Fraga e de Virgínia Marques de Fraga.


F.9-TRAJANO DOS SANTOS ABREU cc. FIRMINA DOS SANTOS ABREU (1909-1943)
Ela é filha de Ignácio dos Santos Sobrinho e de Maria Carlota Nery de Abreu. Trajano casou em segundas núpcias com MARIETA NUNES.


F.10-MARIA CARLOTA DE ABREU (1923) cc. ARY VIEIRA GOULART (1922-1977)
Ele é filho de José Ignácio Goulart e de Almira Vieira da Motta.


F.11-OSVALDINA DE ABREU (1925) cc. LUIZ DA SILVEIRA FRAGA
Ele é filho de Florêncio de Oliveira Fraga e de Vicentina Silveira da Luz.


F.12-ALMIRA ABREU (1927-1997) cc. BRASIL VIEIRA GOULART (1919-1996)
Ele é filho de José Ignácio Goulart e de Almira Vieira da Motta.


F.13-JOÃO DOS SANTOS ABREU PRIMO  (1929-1988) cc. EUNICE DE  JESUS OLIVEIRA DE AGUIAR
Ela é filha de Olímpio Vieira de Aguiar e de Lélia Oliveira de Aguiar. João, separado de Eunice, teve uma segunda união com ELOHI HORTZ.


Obs.: atualizado em 09/09/2017










OS FILHOS DE SATURNINO JOSÉ DE FRAGA (1842) cc. MARIA RICARDA DE ABREU (Vó Sinha)

Casaram em 17/01/1867, na Igreja Matriz de Viamão. Ele é filho de Tristão José de Fraga e Maria Carolina da Silva, neto paterno de Simão José de Fraga e Jacinta Clara do Sacramento e neto materno de José Cardoso da Silva e Ana Clara de Jesus. Ela é filha de Ricardo dos Santos Abreu e Maria Carlota Ferreira, neta paterna de Ignácio dos Santos Abreu e Francisca Perpétua de Jesus e neta materna de José Gomes da Silva e Francisca Perpétua de Jesus. Foram testemunhas: Feliciano Jose Cardoso da Silva e João R. Barcellos. Tiveram os filhos:    

            
F.1-VICTORIANO FRAGA DE ABREU cc. FRANCELINA CÂNDIDA DA SILVA (1867)
Ela é filha de José de Souza Silva e de Francisca Cândida da Silva.
N.1-ANTÔNIO (1891) LB 24, 4v.
N.2-CRESPIM (1896) LB 24, 90.

F.2-EMÍLIA FRAGA DE ABREU (1869) cc. JOAQUIM PEREIRA MARQUES SOBRINHO
Emília, mais conhecida por Cimila, nasceu em 29/07/1869.
N.1-OTILINA FRAGA MARQUES cc. ARNALDO DE OLIVEIRA COELHO
Ele é filho de Miguel Coelho de Oliveira e de Alexandrina Mallet Coelho.
N.2-SATURNINO FRAGA MARQUES cc. MIGUELINA PINTO
Ela é filha de João Antônio Pinto e de Júlia Augusta Gambarra.
N.3-ROLIM FRAGA MARQUES (RAULINO) cc. ISALTINA COELHO DA SILVA (1917-2013)
Ela é filha de Bento da Silva e de Otília Coelho.
N.4-CERÍACO FRAGA MARQUES cc. MARIANA CORREIA
N.5-OSCAR FRAGA MARQUES (1911-1930)
N.6-MARIA RICARDA FRAGA MARQUES (Mariquinha) cc. ANTÔNIO JOÃO PINTO
N.7-CECÍLIA FRAGA MARQUES


F.3-MARIA CARLOTA DE ABREU (1870-1946) cc. RICARDO DE ABREU BARCELLOS (1862-1940)
Maria Carlota, também chamada de Lola, foi batizada em 02/12/1871. Casaram em 1890, ele com 28 anos, filho de João Rodrigues de Barcellos e de Tília Ricarda de Abreu, e ela com 19.
N.1-TÍLIA BARCELLOS (1892-1917) cc. HUMBERTO REIS
N.2-MARÍLIA BARCELLOS (1892) cc. VALDOMIRO DE AZEVEDO GUIMARÃES (1886)
N.3-RUY BARCELLOS (1893-1973) cc. FRANCISCA CESAR BARCELLOS
Ruy casou em segundas núpcias com Luiza Cesar e em terceiras núpcias com Idiati Tavares.
N.4-SOTER BARCELLOS (1900-1959) cc. CÉLIA BARBOSA BARCELLOS
N.5-CELSO BARCELLOS (1906-1982) cc. MARIA VIEIRA DA SILVEIRA (1913-1973)
         
F.4-RICARDO FRAGA DE ABREU (1873-1897)

F.5-MARICA FRAGA DE ABREU cc. INHOZINHO

F.6-TÍLIA DE ABREU FRAGA (1875) cc. ILDEFONSO ITAPENÕES DA COSTA (1867)  
Ele é filho de Manoel Luiz da Costa e de Maria Emília da Costa. 
N.1-FELICIDADE FRAGA DA COSTA (1893) LB 5, 21v.
N.2-OCTÁVIO FRAGA DA COSTA (1896) LB 24, 89v.
N.3-SATURNINO FRAGA DA COSTA (1897) LB 24, 150v.
N.4-ANTENOR FRAGA DA COSTA (1898) LB 24, 145.

F.7-TÚLIA FRAGA DE ABREU (1876) cc. FRANCISCO NERY DE ABREU (1875)
Ele é filho de Felippe Nery de Abreu e de Firmina Antônia de Fraga. 
N.1-FELIPE FRAGA DE ABREU (1902-1959) cc. ANGÉLICA DOS SANTOS ABREU (1907-1975)
Ela é filha de Ignácio dos Santos Abreu Sobrinho e de Maria Carlota Nery de Abreu.
N.2-SATURNINA FRAGA DE ABREU (1904) cc. ASSIS BARCELLOS (1901-1967)
Ela nasceu em 13/04/1904. Ele é filho de Francisco Salles de Barcellos e de Ana Emília Ferreira.
N.3-CÍCERO FRAGA DE ABREU (1913-1994) cc. EMÍLIA ABREU DE ABREU (1915-2003)
Ela é filha de Ignácio dos Santos Abreu Sobrinho e de Maria Carlota Nery de Abreu. 
N.4-EUTHÁLIA FRAGA DE ABREU cc. ALENCARINO SCARPETTI (1902-1982)
Ele é filho de Francisco Scarpetti e de Tília Fausta Ferreira, portanto primo da Euthália.
N.5-ZILDA FRAGA DE ABREU (1922) cc. VOLMER SCARPETTI
Ele é filho de Francisco Scarpetti e de Tília Fausta Ferreira, portanto primo da Zilda.
N.6-AURORA FRAGA DE ABREU (faleceu jovem)
N.7-OLGA FRAGA DE ABREU (faleceu jovem)


                                                                           
                                                                                                 
                                                                                     
.                    Obs.: Atualização em 08/09/2017.                                                                                          

                                                                                                                                                                                                                                         

quarta-feira, 26 de março de 2014

Antônio Nunes Vieira


Antônio Nunes Vieira, natural e batizado em  Rio Grande, filho de João Nunes Machado e de Maria Vieira, naturais da Ilha São Jorge. Foi casado com Isidora dos Anjos, natural e batizada em Desterro, SC, filha de Manuel Gonçalves Pereira e de Rita dos Anjos, naturais da Ilha Terceira (Livro de batismo nº 4, de Viamão). A habilitação de casamento deles, na Cúria Metropolitana de Porto Alegre, foi em 1783.


No primeiro livro da Freguesia Real de Santa Ana, no Morro Grande, encontramos registros de batismos de sobrinhos do Antônio, e também nos primeiros livros da Igreja  Matriz de Viamão, sendo que os registros dos filhos dele começam aparecer no livro nº 4, em 1784. Seu pai e irmão, pelo que se sabe, receberam datas de terras, naquela freguesia , em 1770. 
Outros irmãos de Antônio:
1- João Nunes cc. Maria Inácia
2-José Nunes Vieira cc. Antônia de Jesus
3- Ana Maria cc. Manuel Machado da Silveira


A família Nunes Vieira deixou grande descendência em Viamão, até hoje, encontramos pessoas, desta família, vivendo na região da Faxina. Também estou entre estes descendentes por parte do meu avô paterno, Dorvalino Nunes Vieira, filho de Luiz Nunes Vieira e de Maria Nunes Vieira, neto por parte paterna de Evaristo Nunes Vieira e Maria Francisca Xavier e por  parte materna de Manuel Nunes Vieira e Isabel Nunes Cardoso. Meu avô Dorvalino descende diretamente de José Nunes Vieira e Antonia de Jesus (tetravós por parte materna) e de Antônio Nunes Vieira e Isidora dos Anjos (trisavós por parte paterna).


Além disso os Nunes Vieira estão ligados a família Abreu, pois Antônio Nunes Vieira e Isidora dos Anjos, eram avós de Dorothéa Nunes Vieira que foi casada com Justiniano Pereira de Fraga e bisavós de Firmina Pereira de Fraga que foi casada com Felippe Nery de Abreu.




Inventario de Antonio Nunes Vieira, nº: 469, maço: 22- 1º Cartório de órfãos- Porto Alegre-1843
Inventariante: Isidora dos Anjos Vieira, viúva.

Herdeiros( filhos):
1- Joana Maria de Jesus (1784- LB4,18v) cc. Ten. Pedro Silveira de Mattos, em 20/06/1804( LC 2A,14).
2- José (1786- LB4, 32), foi batizado pelo Ignácio dos Santos Abreu,  faleceu em 1787, com 1 ano (LO 2, 47)
3- Maria Joaquina de Jesus (1788- LB 4,49)  cc. André Martins d'Ávila em 30/07/1808 (LC 2A, 33v).
4- José Nunes Vieira (1791- LB 4,73v)
5- Manuel Nunes Vieira (1793-LB 4,73v)
6- Carlos Nunes Vieira (1795- LB 4,112)
7- Luciano Nunes Vieira (1803)
8- Leonardo Nunes Vieira (1806)
9- Francisco Nunes Vieira (1807)
10- José (1811)

Bens arrolados no inventário:

01 casa de pedras c/ telhas
01 casa de atafona
02 1/2 datas de terras
01 par de esporas de prata
722 gado vacum
07 bois velhos
11 bois novos
02 potros
08 éguas novas
12 cavalos mansos
02 cavalos
18 éguas xucras
vários utensilios de cozinha
02 machados
03 enxadas
01 martelo
01 espingarda
01 rodado de carreta velho
outros móveis 
1/4 de casa na Freguesia

Escravos:
Pedro, 50 anos
Rosa, 56 anos
Manuel, 30 anos (quebrado)
Joana, 25 anos
Joaquina, parda, de 11 anos
Na partilha a viúva ficou com o equivalente a 829$ 014
Cada filho com 92$112




segunda-feira, 27 de maio de 2013

MARIA FAUSTA DE ABREU (1808) cc. MANOEL VAZ FERREIRA (1805-1889)


Ela nasceu em Viamão, em 16/07/1808, filha de Ignácio dos Santos Abreu e Francisca Perpétua de Abreu. Ele nasceu em 1805, natural do Rio de Janeiro, filho de Manoel Vaz Ferreira e Maria Teresa, também naturais do Rio de Janeiro. Casou com Maria Fausta em 18/07/1833. Viúvo de Fausta, casou com IGNÁCIA ROSA FERREIRA. Manoel faleceu em 08/01/1889.


F.1-MANOEL VAZ FERREIRA JUNIOR (1837) cc. JACINTA MARIA JOSÉ PIRES
Manoel nasceu em Viamão em 15/02/1837. 
N.1-HONORINA DE VASCONCELOS MALTA, cc. BERNARDINO DA SILVA MALTA
N.2-MARIA FAUSTA DE VASCONCELOS OLIVEIRA cc. IRINEU RODRIGUES DE OLIVEIRA
N.3-MARIA ANTÔNIA DE VASCONCELOS DA SILVA cc. FRANCISCO JACQUES DA SILVA
N.4-GEORGINA DE VASCONCELOS RAMOS cc. TIMOTHEO DA VEIGA RAMOS
Ele é filho de Manoel Hygino Ramos e de Francisca da Veiga Ramos.
N.5-ARABELA DE VASCONCELOS FERREIRA
N.6-JOSÉ DE VASCONCELOS FERREIRA
N.7-PODALÍRIO DE VASCONCELOS FERREIRA (1877-1951)
N.8-HONÓRIO DE VASCONCELOS FERREIRA
      
F.2-FRANCISCO VAZ FERREIRA (1839-1896)
Francisco nasceu em 29/01/1839. Participou da Guerra do Paraguai, até seu final.Também era conhecido como Capitão Vaz e Chico Vaz. 
N.1-JOSÉ VAZ FERREIRA (1860) cc. MARIA GODINHO DE SOUZA
Ele é filho natural de Francisco e Benedicta Antônia da Silva. Ela é filha de Manoel Goudinho de Souza e de Ana Leonarda da Silveira.
N.2-FRANCISCO VAZ FERREIRA FILHO (1864-1931) cc. MARIA ALDINA CARDOSO DA SILVA
Ele é filho natural de Francisco e Marinha Nunes Vieira. Também era conhecido por Chico Marinho. Ela é filha de Manoel Cardoso da Silva e Ignácia Vieira de Aguiar.

FRANCISCO VAZ FERREIRA (1839-1896) cc. MARIA EMÍLIA DE ABREU (1847-1872)
Casaram em 20/10/1870, ela filha de Ricardo dos Santos Abreu e Maria Carlota de Abreu. Maria Emília faleceu em 27/03/1872, aos 25 anos de tísica.
N.3-ANA EMÍLIA FERREIRA (1871) cc. FRANCISCO DE SALLES BARCELLOS (1870)
Ela nasceu em 16/09/1871. Ele é filho de João Rodrigues Barcellos (1836-1881) e Tília Ricarda de Abreu (1839). Casaram em 1892. Viúvo de Ana Emília, Francisco de Salles casou com Mercedes Silveira.
 
FRANCISCO VAZ FERREIRA (1839-1896), viúvo de Maria Emília, casou em 23/01/1873 em segundas núpcias com MARIA LEOPOLDINA DE ABREU (1857-1879). Maria Leopoldina faleceu em 1879, aos 22 anos, de tísica pulmonar.
N.4-RICARDO JUVENAL DE ABREU FERREIRA (1874-1938) cc. IDALINA FERREIRA MONTEIRO (1877-1941)
Ele também era conhecido como Nenê Vaz. Ela é filha de Manoel Nunes Monteiro e de Maria Dorothéa Ferreira.
N.5-TÍLIA FAUSTA FERREIRA (1878) cc. FRANCISCO SCARPETTI
Ele é natural do Uruguai, filho de Nicolau Scarpetti, natural da Itália, e Lúcia Scarpetti, natural do Uruguai.
   
FRANCISCO VAZ FERREIRA (1839-1896), viúvo de Maria Leopoldina, casou em 03/11/1880 em terceiras núpcias com MARIA CARLOTA DE ABREU (1850), outra irmã de suas falecidas esposas. Francisco faleceu em 04/08/1896, deixando viúva Maria Carlota de Abreu.
N.4-CECÍLIA DE ABREU FERREIRA (1882) cc. FIRMINO DE PAULA MACHADO
N.5-MARIA DA GLÓRIA FERREIRA (1883)
N.6-CARLOTA (1885)  
N.7-FELICIDADE (1888)
N.8-NOEMIA (1890-1890)
N.9-OTÍLIA VAZ FERREIRA (1892) cc. JOSÉ LUIS DA LUZ (1894)
Ele nasceu em 13/03/1894. Ele é filho de Ernesto Vieira de Aguiar e Vicentina Silveira da Luz. Casaram em 10/04/1916. 

F.3-MARIA DOROTHÉIA FERREIRA (1840-1929) cc. MANUEL NUNES MONTEIRO (-1917)
Ela nasceu em Viamão em 11/10/1840.
N.1-IDALINA FERREIRA MONTEIRO (1877-1941) cc. RICARDO JUVENAL FERREIRA (1874-1938)
Ele é filho de Francisco Vaz Ferreira e de Maria Leopoldina de Abreu.

F.4-FRANCISCA UBALDINA FERREIRA (1844-1875) cc. ARTHUR VASCONCELLOS CIRNE
Francisca nasceu em 11/05/1844. Casaram em 15/09/1862 (LC 3II, 20v). Ele é filho legítimo de Casemiro Vasconcellos Cirne e Felisberta Henrica de Paiva.
N.1-MARIA FAUSTA DE VASCONCELLOS CIRNE (1860) cc. ANTONIO DE SOUZA FRAGA (1863), casaram em 19/07/1885, ele com 25 anos e ela com 22.
N.2-VICENTINA DE VASCONCELLOS CIRNE (1864) cc. ALCEBÍADES JOSÉ GATTINO
Vicentina nasceu em 22/09/1864. Ele é filho José Gattino e de Maria Joaquina da Conceição.
N.3-MANUEL DE VASCONCELLOS CIRNE (1866)
N.4-ARTHUR DE VASCONCELLOS CIRNE (1870) LB 13, 103v).
N.5-FRANCISCA DE VASCONCELLOS CIRNE (1871) cc. EMÍLIO NUNES (1868-1949)
N.6-LUIZA DE VASCONCELLOS CIRNE (1874) cc. JOÃO DA ROCHA MACHADO

F.5-JOÃO VAZ FERREIRA (1850-1879) cc. ANGELINA PEREIRA DE FRAGA (-1880)
N.1-WALME VAZ FERREIRA cc. EMA
N.2-WALDECI VAZ FERREIRA cc. RITA SILVEIRA
N.3-WILSON VAZ FERREIRA cc. EVA DA SILVEIRA FERREIRA

F.6-ANTONIO VAZ FERREIRA (1852)
Nasceu em 13/11/1852. Padrinhos: Ignácio de Vasconcellos Ferreira e Joanna Marcelina Pires. Neto paterno de Manoel Vaz Ferreira e Maria Theresa de  Jesus. Neto materno de Ignácio dos Santos Abreu e Francisca Perpétua de Abreu.
N.1-LINO VASCONCELLOS FERREIRA (1873-1943) cc. SOPHIA MARIA NUNES (1875)
Ela é filha de Antônio Guerico e de Maria Daniel Nunes.

MANOEL VAZ FERREIRA, viúvo de Fausta, casou com IGNÁCIA ROSA FERREIRA. Ela nasceu em 11/07/1850, filha de Justino Nunes Vieira e Genoveva Rosa de Lima. Tiveram os filhos:

F.7-IZIDRA VAZ FERREIRA DE SOUZA (1872-1964) cc. JOSÉ JACINTO DE SOUZA (1845-1895)
Ele é natural da Bahia, advogado, casado com Izidra, filho de José Jacinto de Souza e de Senhorinha Lima de Souza. Foi Juiz de Comarca em Viamão.
N.1-SERAPHINA (1891)
N.2-MARIA DA GLÓRIA (1893)
N.3-JOSÉ (1894)
N.4-CLOTILDE (1895)

F.8-FRANCISCO VAZ FERREIRA (1877) cc. IGNÁCIA GOUDINHO DE SOUZA
Ela é filha de Manuel Goudinho de Souza e Ana Leonarda da Silveira.
N.1-IGNÁCIO VAZ FERREIRA (1903-1906)
N.2-ISIDRA VAZ FERREIRA (1904) cc. ATHANÁSIO DA COSTA GUIMARÃES (1900)
Ele nasceu em 16/10/1900, filho de Narciso da Costa Guimarães e Francisca de Oliveira Fraga.
N.3-CLETO VAZ FERREIRA (1905) cc. BENAVENUTA DA COSTA GUIMARÃES (1910)
Ela é filha de Narciso da Costa Guimarães e Francisca de Oliveira Fraga, nasceu em 1910 e casou em 24/07/1937.    
N.4-MARIA VAZ FERREIRA
N.5-ESPERIDIÃO VAZ FERREIRA (1905-1991) cc. IZABEL DANIEL NUNES (1916-1993)
Ela nasceu em 12/05/1916 e faleceu, em Viamão, aos 77 anos, em 01/06/1993, filha de Antonio Daniel Nunes e Dorvalina Daniel Nunes.
N.6-JOVELINO VAZ FERREIRA cc. CARLOTA VAZ FERREIRA 
Ela é filha de Henrique Vaz Ferreira e de Maria Joana Nunes.
N.7-EGIDIO VAZ FERREIRA cc. MARIA
N.8-ROZA VAZ FERREIRA cc. LINO INÁCIO DA SILVA
N.9-ANA VAZ FERREIRA
N.10-LINO VAZ FERREIRA cc. MARIETA DA SILVA FERREIRA

F.9-MANOEL VAZ FERREIRA (1879) cc. MARIA IGNÁCIA DOS SANTOS SILVA
Ele nasceu em 1879 (LB 17, 69v). Ela é filha de Manoel dos Santos Silva e Maria José de Fraga.
N.1-IZIDRA DA SILVA FERREIRA (1913)
N.2-DIVERSINA VAZ FERREIRA cc. MARIO FERREIRA BARCELLOS
Ele é filho de Salustiano Barcellos e de Laudelina Vaz Ferreira.
N.3-VALDEMAR VAZ FERREIRA cc. VITALINA FERREIRA VIEIRA.
Ela é filha de Teodoro Nunes Vieira.
N.4-JOANNA VAZ FERREIRA cc. PROTÁSIO MOREM DE FRAGA
Ele é filho de Podalírio de Oliveira Fraga e de Diamantina Antunes Morem.

F.10-HENRIQUE DE OLIVEIRA FRAGA (1882) cc. MARIA JOANA NUNES (1883)
Ela é filha de Maria Daniel Nunes.
N.1-MANOEL VAZ FERREIRA cc. ELÍZIA GUIMARÃES
Ela é filha de Antônio Daniel Nunes e de Rosita da Costa Guimarães.
N.2-CARLOTA VAZ FERREIRA cc. JOVELINO VAZ FERREIRA
Ele é filho de Francisco Vaz Ferreira e de Ignácia Goudinho de Souza.
N.3-ROSA VAZ FERREIRA
N.4-LINO VAZ FERREIRA
N.5-MARIA VAZ FERREIRA

F.11-OSCAR VAZ FERREIRA (1884)
LB 20, 21v.


Obs.: Atualizado em 07/09/2017.





quinta-feira, 15 de novembro de 2012

Famílias pesquisadas neste blog

Em 2005  o Jaime Abreu começou suas pesquisas, através dos depoimentos de familiares , informações do arquivo pessoal de José Carlos Abreu, e fotos que foi reunindo com a família, foi formatando o seu arquivo, afim de resgatar e preservar a memória desta imensa família, uma das primeiras a chegar no solo viamonense.
Em 2010 me juntei a ele, nestas pesquisas e, nos voltamos para a pesquisa documental, junto a arquivos, cartórios e cemitérios, sem, contudo,  menosprezar os depoimentos de familiares que nos dão excelentes pistas e rumo para pesquisarmos.
Descobrimos fatos interessantíssimos, todos postados neste blog :

  •   Processo de legitimação dos filhos do Ignácio dos Santos Abreu  que teve com Francisca Perpetua, antes do casamento. 
  • O processo que teve como réu o escravo do Cel. Ignácio Abreu, Joaquim Guari e, como vítima o filho do coronel, José Ignácio Abreu.
  •  As origens de Joana Correia da Silva, esposa de Ricardo dos Santos Abreu Filho.

Além disso nos deparamos com várias  famílias, através dos laços de casamentos com a família Abreu. Algumas delas estão publicadas neste blog, outras estão no material que estamos reunindo para um livro, que pretendemos publicar.

Famílias que  pesquisamos:
  • Araújo Villela
  • Ramirez Correa
  • Santos Abreu
  • Gomes da Silva
  • Gutterres
  • Ferreira
  • Lopes
  • Cardoso da Silva
  • Nunes Machado
  • Nunes Vieira
  • Pereira Fraga
  • Fraga

Qualquer informação e fotos que quiserem compartilhar, poderão enviar para o e-mail:
ani.gui1965@gmail.com ou através de depoimentos pelo blog.







domingo, 11 de novembro de 2012

Era Delfino Vieira de Aguiar, pai de Narciso Vieira de Aguiar?


Postamos aqui  o testamento de Delfino Vieira de Aguiar, pois, embora o testamento diga que ele não tinha descendentes, existem , pelo menos, dois registros  no cartório de Águas Claras onde ele aparece como  o pai dos filhos de Balbina Luíza Gutterres e, por conta disso, avô de Lídia Vieira de Aguiar, filha de Narciso Vieira de Aguiar e de Maria Angélica Nunes. Só resta saber, se informaram que era o pai , por gratidão, pelo fato de terem sido herdeiros do mesmo, em seu testamento, ou se eram filhos naturais, que nunca foram reconhecidos , por Delfino.
 Lídia foi  casada  com Ricardo Eustáquio de Abreu, filho de Inácio dos Santos Abreu e de Maria Carlota Nery de Abreu, neto paterno de Ricardo dos Santos Abreu Filho e de dona Joana Correia da Silva.



Delfino Vieira de Aguiar era filho de Miguel Vieira de Aguiar e Constança Luíza da Conceição,nasceu em 1843, foi batizado em Viamão, no dia sete de junho de 1843( LB 10,90) ,  faleceu em Viamão, solteiro, aos oito dias do mês de maio de 1901, deixando testamento, o qual transcrevo,  em partes.
“ Aos nove dias do mês de maio de mil novecentos e um, nesta Vila de Viamão, em meu cartório autuo o testamento , e escritura  de ratificação que adiante segue, do que para constar faço esta autuação. Eu Virgílio Carcínio Nunes, escrivão interino da Provedoria, escrevi e assino.
Translado do testamento que fez o capitão Delfino Vieira de Aguiar ( Livro 6º, pág.68).
Saibam quantos este público instrumento virem que no ano de nascimento de Nosso Senhor Jesus Cristo de mil oitocentos e noventa e quatro, aos vinte e nove dias do mês de dezembro, nesta vila de Viamão do estado do Rio Grande do Sul, em meu cartório compareceu como testador o capitão Delfino Vieira de Aguiar, morador do terceiro distrito desta vila, conhecido o próprio de mim tabelião, que dou fé. E pelo dito testador o capitão Delfino Vieira de Aguiar que se achava  de saúde e em seu perfeito juízo e claro entendimento, na presença das cinco testemunhas no fim nomeadas e assinadas, me foi declarado que queria fazer o seu testamento aberto e disposições de inteira vontade, para por seu falecimento ter inteiro vigor e completa validade e que por este testamento  e na melhor forma de direito faz, instituindo seus herdeiros os filhos de Dona Balbina Luíza Gutterres( grifo meu) , seguintes:
Castorina, nascida no dia 27 de julho de mil oitocentos e noventa e dois. Maria, nascida a 29 de maio de mil oitocentos e sessenta e seis. João, nascido a 23 de janeiro de mil oitocentos e sessenta e oito. Narcizo, nascido a 15 de janeiro de mil oitocentos e sessenta e  nove. André, nascido a 4 de fevereiro de mil oitocentos e setenta. Miguel, nascido a 29 de setembro de mil oitocentos e setenta e um. Maria Delfina , nascida a 2 de setembro de mil oitocentos e setenta e dois. Fermino, nascido em 21 de agosto de mil oitocentos e setenta e cinco. Bento , nascido em 4 de janeiro de mil oitocentos e oitenta e um.
E  bem assim aos filhos de dona Maria José Ferreira Jardim, de nomes Alipio, nascido em agosto de 1882 e Laurindo, nascido em abril de 1878, mas digo mais ou menos. O qual herdará a quarta parte dos meus bens que a cada um dos outros passa a competir. Sendo estes batizados na igreja Santo Antônio, em Porto Alegre e os outros na Igreja Matriz  desta vila de Nossa Senhora da Conceição de Viamão. Sendo padrinhos da primeira, Antônio José de Fraga Filho e sua mulher dona Florinda Maria da  Conceição; da segunda, Propício José Rodrigues e dona Maria da Silva Fraga; do terceiro, João da Silveira Nunes e dona Castorina de Oliveira Gomes; do quarto, Narciso José Goulart e sua mulher dona Maria José Guimarães; do quinto, José Antônio Guimarães e sua mulher dona Maria José Ferreira Jardim; do sexto, Manuel Cardoso da Silva e sua mulher dona Ignácia Vieira de Aguiar e Silva; do sétimo Faustino Vieira de Aguiar Filho e sua mulher dona Diolinda Caetana da Silva; do oitavo Felippe Nery de Abreu e  sua mulher dona Fermina Pereira de Fraga; do nono, Luiz Vieira de Aguiar e sua mulher dona Bernardina Vieira da Motta; do décimo, João Vieira de Aguiar  Sobrinho e dona Castorina Vieira de Aguiar; do décimo primeiro, Francisco Nunes Pinto e sua mulher dona Maria Nunes da Silva.
Declaro ainda que sou solteiro, natural deste estado e filho legítimo de Miguel Vieira de Aguiar e de  dona Constança Luiza da Conceição, ambos falecidos e que não tenho ascendentes ou descendentes, vem instituir, como instituidos ficam aqueles nove filhos e filhas de dona Balbina Luiza Gutterres e os dois filhos de dona Maria José Ferreira Jardim por seus únicos e universais herdeiros de todos os seus bens, direitos e ações havidos ao tempo de sua morte, todos os bens que ele testador possuir.Sendo o último como já  declarou o herdeiro somente da parte dos bens que a cada um dos outros passa a competir [...].”

Os testamenteiros  foram: João Vieira de Aguiar Sobrinho, Miguel Vieira de Aguiar e André Vieira de Aguiar, todos também herdeiros.
As testemunhas foram: Acácio Martins Prates, Fausto José da Veiga, Antônio Campos de Ávila, Ladislau Honório de Moraes e Emílio Nunes.

 Embora nas declarações de Delfino ele  se diga solteiro e sem descendentes, existe um registro  no cartório de  Águas Claras  onde uma filha de Narcizo Vieira de Aguiar, um dos herdeiros mencionados acima,   aparece como  neta paterna dele( Delfino) e, de Balbina Gutterres.  Isso poderia confirmar que ele teve um relacionamento com Balbina e,  mesmo não reconhecendo oficialmente aos filhos, antes de morrer, os torna seus legítimos herdeiros.

  O registro cartorial diz  o seguinte, transcrevo em partes:
" Aos 20 dias do mes de outubro de 1923, compareceu ao cartório Felipe Nunes Vieira  que declarou perante testemunhas que no domicílio de seu vizinho e parente, nasceu hoje, as quatro horas, uma criança do sexo feminino que tomará o nome de Iria. Filha legitima de Narciso Vieira de Aguiar, já falecido e de dona Maria Angélica Vieira de Aguiar( Nunes), agricultores. Neta paterna de Delfino Vieira de Aguiar e de dona Balbina Gutterres dos Santos Vieira ( Dos Santos Gutterres)[...]"

O declarante não sabia os sobrenomes corretos de  Maria Angélica e de Balbina, mas ele sabia, pois  talvez fosse notório à família e aos  vizinhos, que  Delfino era o pai de Narciso.
Outro detalhe que nos chama atenção é que Narciso já havia falecido a época do registro da filha. Segundo informações , ele foi morto,  por questões políticas , em sua própria  residência.


Esperamos encontrar mais documentos ou depoimentos que esclareçam esta situação.


Fontes:

Cartório de Águas Claras, Viamão- Livros de registros de nascimentos, casamentos e óbitos.

Livro de batismos da Igreja Nossa Senhora da Conceição de Viamão, disponível em: https://familysearch.org

Arquivo Público do Estado do  Rio Grande do Sul- Testamento de  Delfino Vieira de Aguiar- Provedoria, Viamão. Ano de 1901, nº. 71, maço 3, estante 128.

segunda-feira, 6 de agosto de 2012

OS FILHOS DE FRANCISCO NERY DE ABREU (1876) E TÚLIA FRAGA DE ABREU (1876)

Ele é filho de Felippe Nery de Abreu e de Firmina Antônia de Fraga. Ela nasceu em 2/08/1876, filha de Saturnino José de Fraga e de Maria Ricarda de Abreu. Casaram em 26/12/1901, ambos com 25 anos.

F.1-FELIPE FRAGA DE ABREU (1902-1959) cc. ANGÉLICA DOS SANTOS ABREU (1907-1975)
Ele nasceu em 15/10/1902. Ela nasceu em 25/04/1907, filha de Ignácio dos Santos Abreu Sobrinho e de Maria Carlota Nery de Abreu.

F.2-SATURNINA FRAGA DE ABREU (1904) cc. ASSIS BARCELLOS (1901-1967)
Saturnina nasceu em 13/04/1904. Ele é filho de Francisco Salles de Barcellos e Ana Emília Ferreira.



F.3-CÍCERO FRAGA DE ABREU (1913-1994) cc. EMÍLIA DOS SANTOS ABREU (1915-2003)
Ela é filha de Ignácio dos Santos Abreu Sobrinho e de Maria Carlota Nery de Abreu.



F.4-EUTHÁLIA FRAGA DE ABREU cc. ALENCARINO SCARPETTI (1902-1982)
Ele é filho de Francisco Scarpetti e de Tília Fausta de Abreu.



F.5-ZILDA FRAGA DE ABREU cc. VOLMER SCARPETTI
Ele é filho de Francisco Scarpetti e de Tília Fausta Ferreira.



F.6-AURORA FRAGA DE ABREU (faleceu jovem)

F.7-OLGA FRAGA DE ABREU (faleceu jovem)


ILDA (filha de escravos) e ALZEMIRO (Cebinho):
Foram criados com a família.


 Obs.: Atualização em 08/09/2017.

sábado, 12 de maio de 2012

INVENTÁRIO DE IGNÁCIO DOS SANTOS ABREU E DE FRANCISCA PERPÉTUA DE JESUS

Inventário de Ignácio dos Santos Abreu e sua esposa Francisca Pepertua de Jesus
Autos:234, maço: 13, ano: 1852- 1º cartório cível- APERS
Inventariante: Ricardo dos Santos Abreu
Ignácio dos Santos Abreu faleceu em 03/02/1852 e Francisca Perpetua em 23/10/1845
DECLARAÇÃO FEITA POR RICARDO DOS SANTOS ABREU
Descrição dos bens do casal  Ignácio dos Santos Abreu e Francisca Perpétua de Jesus
BENS DE RAIZ:
 Estância denominada Rincão do São Brás, situada no distrito norte da Freguesia de Viamão, concedida por sesmaria, medida e demarcada, contendo as seguintes benfeitorias:
-  Casa de vivenda
-  Casa de atafona de farinha  com todos os seus pertences
-  Senzala dos escravos
-  Casa das carretas
-  Um paiol de milho e casa das escravas
-  Cozinha e casa de forno
- Uma meia água nova, dentro do pátio da casa de vivenda
- Dois currais em mal estado
- Dois  cercados de roças com pouca mandioca do ano passado
- Um pedaço de campo no lugar denominado Varzinha, no distrito Sul desta  mesma Freguesia, contendo de frente pouco mais ou menos de 3/4 de léguas e ainda menos de fundos, cuja extensão nunca foi ao certo verificada, com uma casinha de telhas e paredes de tijolos e cozinha.
- Duas datas de terras de plantações, no distrito norte, próximas a Estância. Uma com 300 braças de frente  e 1765 de fundos e a outra com 450 braças de frente e 800 de fundos, sobre as quais existe pleito  com a viúva e herdeiros de José Cardoso da Silva, por causa de uma medição por ele feita , abrangendo partes das referidas terras.
- Uma casa terrea na Freguesia de Viamão, com pátio murado de pedras
- Uma casa menor na mesma Freguesia, unida a primeira, e um potreiro
- Uma casa na mesma Freguesia, que foi dada como dote de casamento pelo finados a herdeira Joaquina Eufrásia, [?].
- Um laranjal e diversas outras árvores frutíferas, com cercas de “unhas de gato” , na mesma Estância.
- Duas casas de porcos, na dita Estância, uma de tijolos e telhas e a outra de palha, ambas em mal estado.
BENS SEMOVENTES:
Escravos( as idades foram estimadas, pouco mais ou pouco menos)
1-    João, nação, 76 anos
2-    Caetano, nação, 40 anos
3-    André, cabra, 56 anos 
4-    Estevão,crioulo, 40 anos
5-    Floriano, nação, 50 anos
6-    Anastácio, mulato, 35 anos
7-    Ambrósio, nação, 36 anos
8-    Mathias, nação, 28 anos
9-    Ignácio, nação, 26 anos
10-  Henrique, crioulo, 55 anos [?], alfaiate
11-  Roberto, crioulo, 14 anos
12-  Benedito, cabra, 22 anos
13-  Manuel, nação, 50 anos, com uma perna cortada e aleixado do pé.
14-  Thereza, crioula, 25 anos, cozinheira.
15-  Joana, nação, 60 anos
16-  Nicácia, crioula, 25 anos
17-  Jacintha, crioula, 13 anos
18-  Eliziário, crioulo, 8 anos
19-  Silvério, crioulo, 5 anos
20-  Vasco, crioulo, 1 ano
21-  Eva, mulata, 40 anos
22-  Justina, mulata, 14 anos
23-  Franco, mulato, 12 anos
24-  Rosa, cabra, 10 anos
25-  Geraldo, mulato, 7 anos
26-  Micaela, crioula, 20 anos, dada como dote de casamento ao herdeiro Ricardo, pelos finados.
27-  Custódio, nação, 28 anos, dado como dote de casamento a herdeira Luiza.
28-  Damião, nação, 40 anos, dado como dote de casamento a herdeira Luiza.
29-  Felippa, nação, 37 anos, dada como dote a herdeira Luiza.
30-  Isabel, crioula, 24 anos, dada como dote a  herdeira Luiza.
31-  Catarina, crioula, 30 anos, dada como dote a herdeira Maria Fausta.
32-  Leonarda, crioula, 26 anos, dada como dote a herdeira Maria Fausta.
33-  Rufina, nação, 36 anos, dada a Maria Fausta.
34-  João, nação, 60 anos, dado a Maria Fausta, o qual faleceu.
35-  Albina, mulata, 10 anos.
36-  Domingas, mulata, 4 meses.
37-  Rita, nação, data como dote de casamento , pelos finados, a herdeira Joaquina.
38-  Luiz, pardo, 40 e tantos anos.

 ANIMAIS:
- 200 reses, gado manso.
- 700 (+ ou-) gado xucro.
- 40 bois mansos
- 80 cavalos  mansos
- 300 potros e éguas xucras
- 5 mulas  mansas

O número de gado e animais cavalares, foram declarado aproximadamente, só na ocasião da avalização se poderá verificar ao certo. E, além destes da Estância, existem em cima da Serra, na fazenda de Amandio José de Araújo, algumas bestas, éguas e potros, cujo número ignoro, que somente depois de melhor informado poderei descrever  e, mais ou menos, 100 ovelhas.

BENS MÓVEIS:
- 1 carro de carregar água
- 1 carreta velha
- 5 [?] de cobre grandes
- 1 dita pequena
- várias miudezas de cozinha
- alguns machados, foices, enxadas, arados, cangas, cujo número e estados , os avaliadores examinarão.

Existem alguns trastes de casa e objetos de prata, em poder de da herdeira Dorothea, que continua a morar na casa em que morava a falecida, e que por ela foram apresentados aos avaliadores, bem como uma carroça, que também está em seu poder.    



Porto Alegre, 2 de setembro de 1852

                                                         Ricardo dos Santos Abreu


RELAÇÃO DOS HERDEIROS

Da finada Francisca Perpétua de Jesus:
1º- D. Joaquina Eufrásia, já falecida, representada por seus filhos, todos maiores que são:

                           1- D. Francisca, solteira.
                           2- José Antônio da Veiga, viúvo.
                           3- Ignácio Antônio da Veiga, casado.
                           4- Antônio José da Veiga, casado com D. Maria.
                           5- D. Inocencia, ausente na Provincia de São Paulo, em lugar incerto e não sabido.
                           6- D. Dorotheia, casada com Thomé José de Araújo.
                           7- D. Ignácia, viúva.
                           8- D. Maria , solteira.
2º- D. Dorothea Fausta de Abreu, solteira.
3º- Ricardo dos Santos Abreu, casado com D. Maria Carlota Ferreira.
4º- Luiza Fausta de Abreu, casada com João Marcelino Pires.
5º- D. Maria Fausta de Abreu, casada com Manuel Vaz Ferreira
6º- Francisco Xavier de Abreu, casado com Francisca Luiza Guterres
Do  finado coronel Ignácio dos Santos Abreu são herdeiros os cinco últimos, do 2º ao 6º.

Porto Alegre, 2 de setembro de 1852.


Relação dos herdeiros do inventário de
Ignácio dos Santos Abreu e
 Francisca Perpétua(APERS)





sábado, 5 de maio de 2012

Informações e fotos...

Se alguém tiver mais informações e fotos, sobre as famílias apresentadas no blog, entre em contato conosco, através do Blog, deixe seu comentário e contato que responderemos.

sexta-feira, 27 de abril de 2012

O CRIME DO RINCÃO DE SÃO BRAZ

                                 Eliani G. Vieira

Em junho de 1828, mais precisamente, dia 10, na sede da Estância de São Braz do Cel. Ignácio dos Santos Abreu, comandante da Freguesia de Viamão, havia um clima tenso no ar, até os animais sentiam a preocupação da família. Todos buscavam por José Ignácio, pois  o mesmo, havia saído de casa no domingo, dia 9, em busca de um escravo e  ainda não regressara. Jose Ignácio dos Santos Abreu, com 21 anos, era filho do Coronel e de Francisca Perpétua. Na ausência do pai, o substituía na administração da Estância, os escravos se referiam a ele como o senhor novo.  Ignácio, o pai, que estava em Porto Alegre, foi chamado, às pressas.
João José de Moura, capataz da fazenda do Cel. Abreu, junto com Felizardo Gomes e outros homens, saíram à procura do moço. A noite chegou dificultando as buscas que foram reiniciadas no dia seguinte. Passaram-se dois dias e nada. Mas  na  quarta-feira, por volta das 15 horas , próximo ao  faxinal,  junto a propriedade de Daniel Nunes Vieira, encontraram, no caminho da fazenda do coronel, o chapéu de palha, as esporas de ferro  e  próximo aos objetos,  o corpo de José Ignácio. Embaixo do corpo encontraram uma faca de ponta, que o capataz, João de Moura, reconheceu ser do escravo Joaquim Guari. Guari ,  crioulo, solteiro, natural de Viamão com mais ou menos 30 anos, era escravo do Cel. Ignácio.
Ao receber os pertences do filho e também seu corpo, o Cel. Ignácio ,solicitou um exame de corpo de delito, que foi realizado pelo professor Francisco José da Veiga e o Juiz Henrique José de Azevedo. Enquanto isso, providenciou a prisão dos possíveis envolvidos no crime, o escravo Joaquim Guari e também os escravos Rita e Antônio, do vizinho Daniel Nunes.
Diante do acontecido, muda-se a rotina da pequena Capela de Viamão. O vilarejo se agita com a prisão dos escravos. Todos comentavam sobre o ocorrido. Foi instaurado um processo, onde muitos moradores da localidade foram ouvidos, dentre eles estavam soldados, vizinhos, carcereiros, o capataz da fazenda, o escravo Joaquim e os pretos Rita e Antonio, escravos de Daniel Nunes e, por último o coronel Abreu.
 Preso na cadeia da Vila, Joaquim, confessara  à várias pessoas que havia assassinado seu senhor novo, José Ignácio. No auto de Corpo Delito, atestaram que o morto levara seis talhos na cabeça, duas estocadas do lado esquerdo,  na altura das costelas e outra abaixo do umbigo. Na cidade era de conhecimento de todos, que o falecido havia se envolvido em uma briga, com três soldados desertores, da qual saiu bastante contundido, mas que na época não deram queixa,  o próprio Guari , num primeiro momento,  dissera, para se livrar, que os mesmos soldados, haviam assassinado seu senhor. Mas, todas as evidências levaram Joaquim Guari a condenação, pois além dele ter confessado o crime, foram encontradas com ele as roupas ensanguentadas, a espada do falecido e, também, encontraram a faca dele, junto ao corpo.  Ao prenderem Joaquim, foi observado, que lhe faltava o dedo mínimo da mão direita. Analisando os fatos, entende-se que  houve enfrentamento entre os dois, onde o escravo perdeu o dedo e o senhor a vida. Os escravos  nem sempre sofriam calados, muitas vezes resistiam, chegando a extremos como neste caso, do filho do coronel Abreu.
Transcrição livre dos  Autos do processo sobre o assassinato de José Ignácio Abreu, filho do Cel.  Ignácio  dos Santos Abreu:

“ Diz o Cel. Ignácio dos Santos Abreu [...] que havendo de administrador na sua Fazenda de São Braz, seu filho de nome José Ignácio de Abreu,  aconteceu de sair da mesma fazenda,  na noite de 9 de março de 1828, em torno das 22 horas, para buscar um escravo por nome Joaquim , que estava em casa de Daniel Nunes  por vadiação, passando pela casa da viúva  Josefa Maria, com a intenção de levar consigo Felizardo Gomes  e , não o fez por não ter cavalo pronto para o acompanhar. Saindo ele dali foi para conduzir o escravo e este se lhe opôs de maneira tal que o assassinou,  lhe dando seis talhos na cabeça , duas estocadas nas costelas do lado esquerdo e outra embaixo do umbigo. Este assassinato foi perpetrado distante da casa de Daniel Nunes de oitenta a cem braças, aonde se acharam a bainha de sua espada e as esporas e o corpo em caminho para a fazenda do coronel, estava sobre a terra em cima da faca de ponta do escravo e, na ação de ser preso, se lhe achou a faca do falecido que lhe foi tirada por Felizardo Gomes, estando aquele escravo com a sua mão ferida.
A bainha da espada daquele falecido se achou na casa de Daniel Nunes e na casa de João Sapateiro o capote do falecido que era de tecido escocês, forrado de baeta verde. Foi perto, no caminho, quarta-feira , dia 12 de junho, que se achou o corpo, assim  como o chapéu de palha, de propósito, porque tinha chovido naquela noite, e, ambos estavam enxutos, indicando acharem-se guardados e postos ali , naquele dia, conforme certificou João José de Moura que os  apanhou e os levou ao suplicante.
Por este fato logo procedeu a devassa o Juiz de Fora, pela Lei desta cidade, nela juraram as testemunhas que foram chamadas pelo vintenário do lugar. Inclusive as que foram requeridas pelo suplicante e que talvez com as demais serão por fim inquiridas com aquela circunspecção necessária em razão de ser aquele juiz leigo e ter sido feito o assassinato em lugar ermo e a noite [?]. Sobre as perguntas judiciais que se fizeram ao escravo matador  e acareação com os outros pretos, João da Rosa, forro, Rita e Antonio, cativos do predito Daniel Nunes, os quais muito bem souberam do fato, e tanto que viram o dito matador cheio de sangue, logo depois do assassinato. Dizendo-lhes que aquele senhor novo, a quem tratava de Diabo, não haveria mais de inquietar-lhe, e cujas palavras disse  aquele Antonio para João forro e como o guadino era matador o botei  para fora da casa do seu senhor, como  recontaram os pretos a João Viegas, o pardo Felisberto da Branquinha, e o pardo Luciano, que os foram buscar presos e trouxeram a roupa ensanguentada que o matador mandou lavar pela mesma escrava Rita, sua amazia. Acrescento que quando o matador veio preso para esta cidade em companhia dos soldados Manuel Antunes, Antônio Baptista Diniz, José da Costa Guimarães e Antônio Rodrigues de Almeida Filho, ele declarou  a Xavier Francisco, morador ao pé da Chácara dos Telles, especificando perante os mesmos haver morto seu senhor moço, assim como depois também disse ao carcereiro Jose M. Rabello, declarando-lhe até a forma porque o havia morto. Mostrando-se tão convencido que até se atreveu a investir ao “ xadrez da cadeia” que evadiu para fugir derrubando dois guardas com um [soco]? , e, se com efeito não fosse repelido  com uma lança, teria escapado da prisão para fugir do bem merecido castigo da lei, porque o suplicante estava persuadido da necessidade destas declarações para serem confrontadas com o processo e nele se  suprir com as diligencias necessárias para melhor se descobrir a verdade. Para imposição da pena e, portanto, o suplicante  pede
              A  Vossa Majestade se digne  mandar[?] esta aos respectivos Autos para constar e se poder com  clareza proceder as diligencias necessárias.

Ignácio dos Santos Abreu  “

Joaquim Guari foi condenado em 13 de outubro de 1828, sendo sentenciado a ser levado pelas ruas da cidade , a dar três voltas ao redor da forca, e também a receber  1000 açoites, e as galés,  por toda a vida.


                                                         BIBLIOGRAFIA

Sumária-José Ignácio dos Santos -processo: 258-fundo RS -estante: 123E -ano: 1828(APERS).

LIMA, Solimar Oliveira. Triste Pampa: resistência e punição de escravos em fontes judiciárias no Rio Grande do Sul. EDIPUCRS,1997.   

Editado em 03/01/2017